Em agosto de 2010, foi feito o primeiro voo de coleta da segunda fase do projeto, realizado em plena seca para fins comparativos. A segunda campanha de voo decolou em novembro de 2010.
Durante a primeira fase do projeto (de setembro de 2007 até março de 2009), foram realizadas 12 campanhas de coleta de amostras em trajetórias diferentes em diversas regiões do país.
Acompanhe aqui, pelas galerias de fotos, os caminhos seguidos durante os voos de coleta de amostras de vapor de água.
2010 - 2012
Novembro de 2010 - Alta Floresta/Rio de Janeiro
Gérard Moss e Geraldo Arruda se preparam para mais uma campanha de coleta de amostras.
No voo para Alta Floresta (MT), nuvens esparsas mas muita umidade no ar. Foto Geraldo Arruda
Atravessando a chuva para chegar a Alta Floresta. Foto Geraldo Arruda
No pouso em Alta Floresta, maior sol e visibilidade quilométrica. Havia muito calor - bom sinal da quantidade de umidade no ar. Foto Geraldo Arruda
A situação era bem diferente no dia seguinte. Nuvens baixas e o aeroporto prestes a fechar mesmo para voos por instrumentos. Foto Geraldo Arruda
Coincidência? Muitas nuvens em cima da floresta, muito poucas em cima da área desmatada. Foto Geraldo Arruda
A umidade que vem da Amazônia ajuda a tornar nossos campos verdes e produtivos. Foto Geraldo Arruda
Para cruzar a Serra do Mar com segurança, o caminho foi chegar perto de Macaé e seguir o litoral até Rio.
A Serra do Mar prende a umidade que chega do oceano, e deixa o Rio bem nublado. Foto Gerard Moss
O avião do projeto pousado no aeroporto Santos Dumont, abaixo de um céu muito carregado. Foto Geraldo Arruda
No dia seguinte, novamente o tempo fechou no Rio. Muita umidade, desta vez do Atlântico. Foto Gerard Moss.
O vento vindo do mar empurre a umidade para cima do relevo do litoral fluminense, onde forma nuvens. Foto Geraldo Arruda
Durante quase todo o percurso do voo do Rio de Janeiro para Brasília, havia uma camada de nuvens fechada em baixo do avião. Em cima, só céu azul. Foto Geraldo Arruda
No decorrer do dia, com o calor do sol, as nuvens crescem e formam cumulonimbus gigantes, belíssimas de ver. Foto Geraldo Arruda
2007 - 2009
Setembro de 2007 - Catando Umidade em plena seca
O Rio Araguaia praticamente sem água, bem diferente da época em que nós percorremos seus quase 2000 kms de lancha durante a última fase do projeto "Brasil das Águas - 7 Rios"
Equipamento de coleta do vapor instalado dentro da aeronave. Foto Tiago Iatesta
A medida que nos aproximamos de Cuiabá, a visibilidade vem sendo prejudicada pela fumaça das queimadas, que são muitas. Nosso pouso em Cuiabá foi por instrumentos devida à má visibilidade. Foto Tiago Iatesta
Gérard mostra o dispositivo que capta o ar que passa pela aeronave. Foto Tiago Iatesta
Nosso equipamento de pesquisa instalado a bordo permite extrair a umidade do ar que foi captado, formando umas gotinhas no tubo de vidro. Foto Tiago Iatesta
Aqui estão as gotas depois que umidade do ar passa pelo sistema de tubos e resfriamento. Este é o material coletado que será analisado. Foto Tiago Iatesta
Antes de viajar, é uma boa passar no posto (Petrobras é claro!) e calibrar os pneus! Foto Tiago Iatesta
Acima da camada de mistura, acima da base das nuvens, não havia mais fumaça e o céu estava sempre limpo. Momentos antes do pouso no fim do dia em Porto Velho.
Voando de volta para Brasília, após cruzar a fronteira entre MT e GO, a fumaça ia diminuindo e, enfim, conseguimos ver o horizonte. Mesmo assim as queimadas esporádicas estavam por todos os lados. Foto Tiago Iatesta
Vejam a sujeira depositada nas asas do avião depois de 4 dias voando em regiões (MT, RO, GO) cobertas pela fumaça das queimadas. Foto Tiago Iatesta
Acabamos de atravessar um rio voador. A umidade relativa do ar pulou de 40% para 75% em questão de segundos. Foto: Tiago Iatesta
Antes de voar longas distâncias acima da floresta, é bom verificar que tudo está em ordem abaixo do capô do motor. Foto: Tiago Iatesta
Chegando em Saint Georges de l'Oiapoque, Guiana Francesa. Há somente 180.000 habitantes no país todo: isso significa menos pressão demográfica em cima da floresta amazônica na região. Foto Gérard Moss
Em Saint Georges, na Guiana Francesa, um controle severo das propriedades rurais resultou em menos derrubadas e queimadas aqui do que no lado brasileiro do rio Oiapoque. Na foto, Tiago, Gérard e Bernardo.
Rio Oiapoque: aqui vemos a prova tangível do ar úmido que chega diariamente do mar e segue terra adentro. A Guiana Francesa também exporta vapor de água para o Brasil! Foto Gérard Moss
Coletando e analisando amostras de vapor de água a 80km da costa brasileira, acima do oceano Atlântico, será muito importante para determinar as características da "porta de entrada" dos rios voadores. Num monomotor, não é sem riscos, então a turma - Tiago e Bernardo - está pronta, de colete salva-vidas ! foto Gérard Moss
Mortas, essas árvores não podem mais evapotranspirar 300 litros de água por dia! O Brasil sai perdendo. Foto: Tiago Iatesta
No alto-mar, ao norte da foz do Rio Amazonas, percebe-se claramente o encontro da água doce do rio e da água salgada do oceano. Foto: Tiago Iatesta
A mistura das águas doce (do Amazonas) e salgada (do mar) forma lindos desenhos na superfície do oceano. Foto: Tiago Iatesta
Gérard comenta o vôo por um local onde se encontram três águas: o Oceano Atlântico, a bacia amazônica e as águas dos rios voadores, transportadas pelos ventos alísios. Foto: Tiago Iatesta
O mercado Ver-o-Peso, em Belém, na foz do Rio Tocantins com suas águas já misturadas com águas do Rio Amazonas e do oceano. Foto: Tiago Iatesta
Após a passagem da chuva, é visível o trabalho da floresta devolvendo a umidade à atmosfera. Foto: Tiago Iatesta
Mais um exemplo da floresta devolvendo a umidade de volta para a atmosfera. Foto: Tiago Iatesta
Revoada de garças na ilha de Marajó. Foto: Tiago Iatesta
Manada de búfalos na ilha de Marajó. Foto: Tiago Iatesta
Acima do oceano Atlântico, a 50 km da costa brasileira, a superfície do oceano ainda parece 100% água do rio Amazonas! Foto Tiago Iatesta
A 100 Km da costa brasileira, no alto-mar, sobrevoamos este navio. Será que ele percebeu? Foto: Tiago Iatesta
Para Raimundo, pescador de camarão, o complexo de exportação de soja da Cargill em Santarém (atrás dele na foto) não traz nenhum benefício para a população local. Praticamente todos os empregados são de fora. "A produção da soja é ruim para o clima", diz. Foto: Tiago Iatesta
Por que será que o nome da multinacional (Cargill), antes pintado no telhado, foi apagado? Será que existe um conflito entre a população e as autoridades? Foi realmente licenciado?
Ainda bem que não vamos voltar para Brasília de carro!
O encontro do Rio Tapajós (águas azuis) com o Amazonas (águas barrentas), em frente a Santarém.
O céu está branco, consequência das queimadas que vimos ao longo da BR 163.
Gérard olhando as informações sobre a umidade relativa do ar. É interessante ver quanto a umidade varia durante o vôo, passando de 35% a 75% em menos de um minuto, indicando, parece, quando atravessa um rio voador. Foto Tiago Iatesta
É gratificante ver a acumulação dos cristais no equipamento de coleta, indicando vapor d'água congelado nas paredes do vidro. Foto Tiago Iatesta
O Rio Araguaia com tão pouca água! Ficamos tristes ao saber da grande mortandade de peixes e de gado.
Novembro 2007 - Até o extremo oeste da Amazônia
Reabastecimento do avião em Alta Floresta (MT), seguido por reabastecimento humano na lanchonete do aeroporto, antes de continuar viagem para Jacarecanga. Foto Margi Moss
Chegamos tranquilamente em Jacarecanga (PA), uma minúscula cidade (pop. 5.000) nas margens do belo rio Tapajós. Como o único táxi da cidade estava ocupado, pegamos carona do aeroporto até o centro na picape dos garimpeiros. Foto Margi Moss
Bela borboleta nas areias úmidas na beira do Tapajós. Foto Margi Moss
De Jacarecanga, em vez de voar diretamente para Manaus, fizemos um desvio até Parintins para coletar as amostras de vapor d’água. A floresta estava em pleno trabalho de evapotranspiração, devolvendo a umidade à atmosfera. Foto Margi Moss
Tiago, sempre meticuloso, controla, cataloga e capta as amostras de vapor d'água. Foto Margi Moss
Com uma baixa camada de nuvens cobrindo Manaus, a temperatura era amena – apenas 22°C. As atividades no porto não param - barco saindo, barco chegando. Após um breve vôo de coleta, o avião teve que fazer umas horinhas de manutenção. Foto Margi Moss
No parque da INPA - Instituto de Pesquisa da Amazônia - uma torre de 50 m. de altura ajuda os pesquisadores a captar medições - como temperatura, umidade, velocidade do vento, CO2 - acima da floresta. Foto Tiago Iatesta
Para subir até a plataforma mais alta da torre, são 200 degraus. Dali, há uma vista maravilhosa sobre a copa das árvores. Foto Gérard Moss
Para ouvir o que os peruanos pensam da floresta amazônica, a equipe pegou uma canoa e visitou a pequena comunidade de Santa Rosa. Foto Gérard Moss
Bernardo no moto-táxi brasileiro, de Tabatinga rumo a Letícia, Colômbia... por estas bandas, ninguém usa capacete. Foto Gérard Moss
O colorido mercado de frutas e legumes de Letícia, Colômbia, onde os brasileiros de Tabatinga fazem as compras. Foto Gérard Moss
Em Letícia, Colômbia, as crianças observam as atividades do pequeno porto. Foto Gérard Moss
No trajeto Tabatinga-Rio Branco, sobrevoamos o sinuoso Rio Jutaí cruzando a floresta intacta da planície amazônica. Foto Tiago Iatesta
Ao sobrevoar as curvas dos rios amazônicos, fica evidente porque uma viagem por estas bandas pode levar muito mais tempo do que esperado. Foto Tiago Iatesta
Soja e a floresta úmida, perto de Vilhena, Rondônia. Ambos são verdes, mas as características de evaporação são muito diferentes! Foto Gérard Moss
Dezembro 2007 - Um voo pelo sofrido rio São Francisco
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Fevereiro 2008 - No rastro de um rio voador específico
Decolamos de Brasília no dia 04/02 para a quinta expedição. Pela primeira vez, em muitos dias, o teto estava mais alto e conseguimos sair sem problemas de visibilidade. O destino foi Belém com parada para abastecer (avião e equipe) em Palmas. A bordo estávamos eu (Gérard Moss), Tiago Iatesta e Julio Fiadi. Foto: Gérard Moss
Sendo a segunda de Carnaval, ao sobrevoar o centro da cidade, encontramos ruas vazias!
Foto: Gérard Moss
Grande contraste à seca que assolou o país em 2007. Deparamos com água e nuvens por todos os lados e muita nebulosidade ao longo do nosso caminho rumo ao norte. Às vezes, preferimos voar bem alto, acima do mau tempo, no calor do sol. Foto: Gérard Moss
No entanto, as nuvens também podem subir mais alto que o teto operacional do avião, nos obrigando a descer e procurar outro caminho, que desvie das chuvas pesadas. Foto: Gérard Moss
Belém têm chuvas abundantes e frequentes. Quando chegamos perto do aeroporto de Julio César para aterrizar, havia uma cortina de chuva acima da pista. Ficamos aguardando as chuvas passarem. Felizmente, passaram logo. Por isso, é importante ter boas reservas de combustível ao voar pela Amazônia. Foto: Gérard Moss
Entre as coletas de amostras, Tiago observa o rio Amazonas, sempre pronto para clicar alguma cena interessante. Foto: Gérard Moss
No voo de Belém para Santarém, seguindo o "rio voador" rumo ao oeste, encontramos muitas nuvens em todos os níveis. De vez em quando, o céu abriu o suficiente para podermos admirar o maior rio de mundo. Foto: Gérard Moss
Ao sobrevoar Alter do Chão, pequeno balneário no rio Tapajós perto de Santarém, nos assustamos com a contaminação das águas, normalmente azuis, com algas. Em plena época de Carnaval, havia grande movimento de turistas na praia. Podemos perceber que provavelmente não existe tratamento de esgoto. Foto: Gérard Moss
Detalhe da proliferação de algas no rio Tapajós perto de Alter do Chão. Parecem ser do tipo cianobactérias. Triste contraste com as águas azuis típicas do lugar. Foto: Gérard Moss
No aeroporto de Santarém, entrevista com TV Tapajós. Foto Julio Fiadi
O vôo de Santarém (PA) para Manicoré (AM) atravessa uma região bem isolada, consequentemente com a floresta praticamente intacta. Mas vimos quase nada: havia muitas nuvens em todos os níveis de voo. Foto: Tiago Iatesta
A própria velocidade da aeronave (mais de 300km/h) confirmou que nós estávamos seguindo a trajetória dos ventos e a quantidade de umidade captada nos tubos de coleta indicava que estávamos certamente dentro de um "rio voador". Foto - Gérard Moss
Ao chegar a Manicoré, município no interior do Amazonas, o tempo abriu em cima do Rio Madeira - principal via de acesso entre Manaus e Porto Velho. Manicoré encontra-se meio-caminho entre as duas cidades. Foto: Gérard Moss
Finalmente pousado em Manicoré após um voo bem chuvoso. Foto: Julio Fiadi
Manicoré, como muitas outras cidades da Amazônia, tem sérios problemas de lixo jogado na rua ou no rio. Ninguém liga para a placa: "Cidade limpa, Povo educado! Jogue lixo na lixeira." Parece que vai demorar para mudar velhos hábitos. Foto: Gerard Moss
Há séculos, a população joga o lixo nos rios. Antes da invenção de sacos e garrafas de plástico, as conseqüências eram menos graves. Agora, é um lixo! Manicoré, Rio Madeira. Foto: Gerard Moss
Porto Velho, capital de Rondônia, às margens do Rio Madeira. Foto Gérard Moss
Transporte típico da região, pelo Rio Madeira: as embarcações compete pelo espaço com grandes troncos de árvores. Foto Gérard Moss
Júlio e Tiago olham a Cachoeira Santo Antônio, a 15 km do centro de Porto Velho, o local onde será construída a primeira de duas novas barragens no rio Madeira. A cachoeira, na verdade, é apenas uma corredeira, com pouco declive, e portanto, a área inundada será gigantesca, provocando problemas ambientais no futuro em uma escala que nem imaginamos ainda. Francisco, do site www.gentedeopiniao.com.br, nos levou até o lugar.
Ao ver a quantidade de troncos e árvores inteiras que descem o rio Madeira, é difícil imaginar o que vai acontecer quando forem construídas as barragens. Será necessário trocar o nome do Rio Madeira? Foto Gérard Moss
Vista aérea do Rio Madeira, em Cachoeira Santo Antônio. Ficamos surpresos e ao mesmo tempo assustados ao ver que o rio cruza terras extremamente planas. Serão inundadas 250 km² de floresta. Foto Tiago Iatesta
Após tantos dias de céu escuro e muita chuva, enfim aparece o sol, facilitando a vida do piloto Gérard. Foto Julio Fiadi
Após cinco dias sobrevoando a floresta Amazônica, o voo entre Porto Velho e Vilhena (RO) revelou uma paisagem bem diferente, onde nem a mata ciliar foi poupada. Foto Tiago Iatesta
Preparando a partida de Vilhena, rumo a Cuiabá. Foto: Tiago Iatesta
Em 9/01/02, estourou a barragem da represa PCH Apertadinho, em fase final de construção perto de Vilhena (RO). Na seqüência das fotos, veja a destruição provocada pela força da água. A usina seria inaugurada um mês depois. Foto: Tiago Iatesta
Veja o tamanho da área destruída. Foto Tiago Iatesta.
Um rio cristalino transformado em lamaçal - e as árvores todas arrancadas pela força das águas da barragem estourada. PCH Apertadinho, RO. Foto Tiago Iatesta
Até parece que um Tsunami passou por ali levando as árvores. Foto Tiago Iatesta.
Bela nuvem acima de Cáceres, a oeste de Cuiabá, para onde a massa de ar nos levou. Foto Tiago Iatesta.
Abril 2008 - O Pantanal
Ao descer de Brasília rumo ao Pantanal, fomos empurrados pelo vento e costuramos um caminho entre as belas nuvens de chuva. Foto: Tiago Iatesta
Em toda nossa volta, havia nuvens cúmulo-nimbus, algumas iluminadas pelo sol formando belos quadros. Foto Tiago Iatesta
Em cada margem da rodovia (MS), os campos são infinitos e as árvores são raridade. Foto Tiago Iatesta
O Rio Taquari, um dos mais assoreados do Brasil, desce as escarpas do Goiás (onde também percebe-se a erosão) para chegar ao Pantanal. Foto Tiago Iatesta
Mais uma escarpa do Pantanal onde, desta vez, foi preservado um pouco da mata. Foto Tiago Iatesta
Campos ainda inundados pelo Pantanal, e a estrada cortada pelas águas. Foto Tiago Iatesta
O Pantanal é uma imensa bacia inundável que recebe águas de muitos rios e das chuvas, e por sua vez aumenta a umidade do ar através da evaporação. Foto Tiago Iatesta
Arco-íris acima da planície do Pantanal promete chuva. Foto Tiago Iatesta
Chegamos aliviados logo antes do pôr-do-sol em Corumbá. Foto Gérard Moss
Corumbá, localizada em um pedaço de terra mais alta que a grande bacia pantaneira, é banhada pelo rio Paraguai. No dia seguinte, céu limpo e boa visibilidade ao decolar da cidade. Foto Tiago Iatesta
As serras logo atrás de Corumbá são ricas em minério de ferro e transformarão a cidade em pólo siderúrgico, em pleno Pantanal... com todos os problemas ambientais inerentes. Foto Tiago Iatesta
De repente, o ar úmido bateu de frente com a massa de ar fria vindo do sul e o tempo mudou. Com a virada do tempo, o Pantanal se esconde abaixo da camada de nuvens. Foto: Tiago Iatesta
Pequeno rio corta os campos de palmeiras carandá para desembocar no Rio Paraguai (MS). Foto Tiago Iatesta
Área do Pantanal ainda preservada... Foto Tiago Iatesta
O rio Amambaí faz curva de 90 graus - MS. Foto Tiago Iatesta.
O imenso Rio Paraná forma o limite estadual entre MS e PR. Da mata ciliar, que por lei deve medir 200 metros em cada margem, sobra apenas uma faixa bem fininha. Foto Tiago Iatesta.
Queimada de cana no Paraná. O lado sujo do biocombustível "limpo" que ninguém inclui no cálculo da limpeza relativa. Foto Tiago Iatesta
Os ventos vindos do norte trazendo a massa de ar úmida nos empurraram até Umuarama no Paraná. Foto Tiago Iatesta
Pastos totalmente desprovidos de árvores, apesar das vacas apreciarem uma sombra para fugir do sol escaldante. GO. Foto Tiago Iatesta
Nos instrumentos de bordo o radar meteorológico mostra os cumulus-nimbus (amarelo) ao redor do avião. Foto Gérard Moss
Pela janela do avião, a cena não é menos assustadora! Foto Tiago Iatesta
Acima de Goiás, as chuvas são menos densas e mais esparsas, formando belas cortinas que descem do céu. Foto Tiago Iatesta.
Junho 2008 - Baixas Altitudes
Durante esta campanha, fizemos muitos vôos a baixa altitude, procurando identificar a diferença entre a umidade no ar acima das áreas recentemente desmatadas e a acima dos pedaços de floresta. Foto: Gérard Moss
Nos campos desmatados para a pecuária, o solo que outrora sustentava uma rica floresta verde, fica exposto permanentemente ao Sol e mal consegue sustentar o pasto do gado. Quanto vale a floresta em pé? Eis o cálculo que precisamos fazer. Foto: Tiago Iatesta
Quase todas as áreas planas acima da Chapada dos Guimarães, e outras chapadas pelo Brasil afora, estão tomadas pela agricultura. Foto: Tiago Iatesta
Como visto na sexta expedição, o Pantanal é uma importante fonte de umidade na região, através da evaporação de suas águas. Foto: Tiago Iatesta
Na perna de volta para Brasília, ao sobrevoar o sul de Goiás, o " Logger" instalado a bordo registrou a mais baixa umidade que encontramos em todas as campanhas: apenas 5%. Foto: Tiago Iatesta
Setembro 2008 - Desmatamento aumenta
Com a aproximação da temporada das chuvas, a umidade volta ao Centro-Oeste do país. As condições ideais para voos de coleta de vapor d'água começaram a surgir e as nuvens enfeitam novamente o céu. Foto: Tiago Iatesta
Certas regiões do Mato Grosso, antes densamente florestadas, hoje só vêem a sombra de alguns eucaliptos colados às construções das fazendas. Foto: Tiago Iatesta
Fazemos a coleta de amostras de vapor d'água acima e abaixo do nível chamado a "camada de mistura". Aqui a fumaça "ajuda" para distinguir o limite da camada. Foto: Tiago Iatesta
Em Alta Floresta, nos informaram que, devido à presença da Polícia Federal, as queimadas foram bem reduzidas. Porém, ao sobrevoar a região do rio Juruena, ao oeste, observamos que o foco do desmatamento deslocou-se para essa área mais remota. Foto: Gérard Moss
No solo empobrecido outrora coberto pela floresta, são necessários 3 ou 4 hectares de pasto por cabeça de gado. Haja queimada para sustentar um rebanho de 80 milhões de cabeças de boi dentro da Amazônia! Foto: Tiago Iatesta
Fim da campanha, pouso final em Brasília logo antes do pôr-do-sol. Cansados mas satisfeitos de ter realizada enfim a primeira coleta da nova temporada das chuvas. Foto: Gérard Moss
Outubro 2008 - Grandes Desafios
Olhe aqui uma floresta linda, intacta. Será? De acordo com a foto por satélite, ela conta como floresta preservada com cobertura original. Mas vamos olhar mais de perto em outras fotos...
Foto: Gérard Moss
Agora vemos que não é uma floresta intacta! Por todos os lados, observamos as trilhas por onde passam os caminhões dos madereiros, catando as árvores mais valiosas. Foto: Gérard Moss
Florestas no limite oeste do Parque Indígena do Xingu ou talvez até um pouco dentro do parque ???
Posição, S11.22 W053.53 - Foto: Gérard Moss
Saindo de Alta Floresta em direção à Vilhena, atravessamos uma linha de CBs em plena atividade. Antes de decolar, eu tinha salvo a última imagem por satélite da região, mostrando as fortes precipitações em azul. Isso me ajudou muito a pilotar pelo melhor caminho. Mesmo assim, pegamos bastante turbulência e especialmente dentro das chuvas muito fortes. Foto: Gérard Moss
No vôo de hoje, passamos uma hora voando bem baixo, acima de uma linda floresta, totalmente intacta. Parque Indígena do Roosevelt. Foto: Gérard Moss
Depois, passamos uma hora voando abaixo e acima de uma área muito degradada, ao oeste de Vilhena (RO). Bem menos interessante. Foto:Gérard Moss
É surpreendente que a menos de 10 km de Vilhena ( a cidade está no topo da foto) ainda há desmatamentos muito recentes. Foto: Gérard Moss
Chegamos no Pantanal, com tempo claro, como brinde de boas-vindas. Foto: Gérard Moss
Ao pousar no final do dia em Corumbá (MS), descobri que a chuva fortíssima que atravessamos, perto de Alta Floresta (MT), tinha arrancado a pintura do profundor do avião. Foto Tiago Iatesta.
Dezembro 2008 - Filmagens em Santarém
Uma cena para encher os olhos, porque terá pouca duração. O rio Iriri corta a floresta intacta no Pará. Foto: Tiago Iatesta
Nico gravando a decolagem em Santarém para a TV Arte da Alemanha. Foto Tiago Iatesta
Gérard no comando do Sertanejo em Santarém. Foto Tiago Iatesta
As nuvens no pôr-do-sol em Santarém parecem retratar a logo do projeto Rios Voadores. Foto: Tiago Iatesta
O porto de Santarém, PA. Foto Gérard Moss
Gérard verifica um probleminha com o motor. Foto: Tiago Iatesta.
O Cessna, com a equipe de filmagem alemã, acompanha o voo do Sertanejo. Foto: Tiago Iatesta
A equipe de filmagem e o piloto do Cessna com Gérard perto de Santarém. Foto Tiago Iatesta
Almoço com a galera - nossa equipe e a da filmagem - com direito a banho fresco no rio, perto de Santarém.
Tempo bom, boa visibilidade e bastante umidade no ar sobre os campos agrícolas de Mato Grosso. Foto: Tiago Iatesta
Queimadas no Pantanal ao longo do Rio Paraguai. Foto Tiago Iatesta
Chuvas isoladas no Mato Grosso do Sul. Foto Tiago Iatesta
Paredão de chuva no estado de São Paulo. Foto Tiago Iatesta
Janeiro 2009 - Chuvas até que enfim!
Rondônia. Uma ferida aberta dentro da floresta. Veja como o garimpo não somente polui a água, mas destrói totalmente o rio. Foto Tiago Iatesta
Perto de Porto Velho, a camada de nuvens acima da floresta some ao encontrar o pasto. Foto Tiago Iatesta
Mineração no meio da floresta amazônica, em Rondônia. Foto: Tiago Iatesta
Mais de uma série de PCHs em construção em um dos mais belos rios de todo o Brasil, o Juruena. Suas águas azuis são transparentes. Será a morte lenta de mais uma pérola? Foto: Tiago Iatesta.
Saindo de Cuiabá rumo ao leste, com a Chapada dos Guimarães ao fundo. Foto: Tiago Iatesta.
Tiago capta um belo momento quando os raios de sol furam a camada e iluminam a chuva nos canaviais paulistas. Foto: Tiago Iatesta
Uma bela nuvem de chuva se aproxima a Ribeirão Preto. Foto Tiago Iatesta
Parada de vôo em Piracicaba para entregar as amostras coletadas para Prof Salati.
Foto Tiago Iatesta.
Queimadas anuais não deixam a vegetação se recuperar. O resultado é solo exposto e erosão. Minas Gerais. Foto: Tiago Iatesta
Março 2009 - A 12ª campanha - examinou o vapor de água do oceano
Cruzando o rio São Francisco. Foto Tiago Iatesta.
Plantação de eucaliptos na secura de Minas Gerais. Foto: Tiago Iatesta
Perto de Piraí do Norte, não muito longe da costa baiana, a umidade vindo do mar ajudou a criar a Mata Atlântica, agora devastada e ainda sujeita a queimadas. Foto: Tiago Iatesta
A linha que separa o céu do oceano fica indetectável, no encontro dos azuis do alto mar. Foto: Tiago Iatesta
A localização privilegiada de Morro de São Paulo, com linda vista do mar. Foto: Tiago Iatesta
A bela costa baiana perto de Monte Gordo. Foto: Tiago Iatesta
Subúrbios de Salvador, próximos ao aeroporto. Foto Tiago Iatesta.
Conto de fadas ? Costa da Sauipe, BA. Foto: Tiago Iatesta
A umidade empurrada em cima da terra quente logo condensa para formar uma nítida linha de nuvens acima da costa baiana. Foto: Tiago Iatesta
O Sertanejo pára para abastecimento em Aracajú - e para o almoço da tripulação!
Mais longe do mar e sem influência da umidade, o sertão baiano em Santa Quitéria é seco.
Foto: Tiago Iatesta
O norte de Minas, perto de Formosa. Bem seco. Foto: Tiago Iatesta
Fim da campanha, chegando a Brasília à tarde. Foto: Tiago Iatesta