Frase Enéas Salati
Petrobras
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Metodologia

As amostras de vapor de água são coletadas em pleno voo acima da Amazônia e outras regiões do Brasil. Por um filtro instalado numa janela da aeronave, o ar externo é sugado para dentro do avião.

Esse ar úmido é canalizado para dentro de tubinhos de vidro inseridos em um recipiente refrigerado por uma “sopa” borbulhante de gelo seco amassado, a uma temperatura de -78 graus Celsius. Ao resfriar, o vapor de água condensa e forma gotas de água nos tubinhos que são selados logo depois da coleta.

Os tubos com as gotas de água são, posteriormente, enviados ao laboratório do CENA-USP (Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da Universidade de São Paulo, Campus de Piracicaba, SP) para análise e interpretação.

Num espectrômetro de absorção a laser ultra-moderno, a água coletada absorve a luz num comprimento de onda específica e identifica os átomos da amostra, técnicas isotópicas permitem caracterizar a origem dessa água e, assim, acompanhar o deslocamento das massas de ar que as levaram ao local onde foram coletadas.

Os isótopos são átomos que possuem a mesma quantidade de prótons, ou seja, são do mesmo elemento químico, mas não a mesma quantidade de nêutrons. Nesta pesquisa, são analisadas as concentrações dos isótopos de O-18 e de deutério (2 H).


Veja abaixo imagens que mostram o equipamento da pesquisa e como é instalado a bordo do avião

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