Rios Voadores em ação de novo - Dezembro de 2010
Terminando a longa seca invernal nas regiões centro oeste e sudeste, não somente os rios voadores (massas de ar que trazem umidade da Amazônia em direção ao sul do país) voltaram a agir com toda força, como também o Projeto Rios Voadores voltou a pleno vapor. Novamente patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental, o projeto segue com a coleta de amostras de vapor de água em cima da floresta amazônica e outras regiões do Brasil, usando um avião monomotor. Poucos anos atrás, a maioria da população nunca havia ouvido falar do fenômeno dos rios voadores. Hoje em dia, os boletins meteorológicos nos canais de TV passaram a mostrar os correntes de ar úmido chegando do norte. É a evapotranspiração da floresta amazônica ajudando a irrigar nossos campos agrícolas e encher nossos reservatórios, fornecendo energia e até água de beber.
Confira aqui o novo site do projeto >>

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Durante 2011, o projeto terá um forte enfoque educacional. Levará às escolas municipais de seis cidades pré-selecionadas – Santa Maria, Chapecó, Londrina, Ribeirão Preto, Uberlândia e Brasília – um programa educativo que treinará professores municipais sobre os rios voadores. Além disso, será fornecido material didático para que os alunos destas localidades tenham oportunidade de aprender sobre esse fenômeno crucial para sua qualidade de vida agora no presente e no futuro.
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Já foram realizadas duas novas campanhas para coletar amostras de vapor de água no ar, uma em agosto e outra agora no final de novembro. Cada uma voando em condições meteorológicas completamente diferentes, a primeira no final da seca quando havia ainda muita fumaça das queimadas no ar, e a segunda com os céus do Brasil carregados com nuvens e muita umidade. Interessante será a comparação das análises dessas amostras. Na foto, campos verdes irrigados de graça pelas chuvas.
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Apenas cinco anos depois de uma seca amazônica que assustou o Brasil e o mundo, voltamos a presenciar outra seca gravíssima sem ter explicações convincentes para a ocorrência do fenômeno. Será consequência das mudanças climáticas? Tem a ver com o aquecimento dos oceanos? Foi causada por La Niña? Se passar a ocorrer com frequência, qual seria o impacto na vida da população ribeirinha, nos estoques de peixes, na capacidade de sobrevivência da própria floresta e na circulação da umidade na atmosfera? O que nos espera nos próximos vinte anos? Vale uma reflexão profunda a nível nacional, além de ações proativas que preservam uma das nossas fontes de água mais importantes – a floresta amazônica.
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O Rio Araguaia seria uma lenda se não fosse tão real. Um rio que corta o coração do país, e que tem características únicas que o tornam o queridinho de milhões de pessoas que moram no centro do país. Um rio jovem, de leito arenoso, que conseguiu chegar quase intacto até o ano 2010. Um rio vivo, em cores resplandecentes. O berçário da natureza e o balneário da população, que agora enfrenta um futuro incerto, sua integridade, sua generosidade e as vidas que ele sustenta todas ameaçadas.
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