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No final da página, inserimos uma galeria de fotos para uso em matérias e artigos que envolvem os projetos Rios Voadores e Brasil das Águas. Por favor, fiquem à vontade para escolher imagens e entrar em contato conosco para recebe-las em alta definição. Obrigado.
Assessoria de Comunicação com a Imprensa: Rosana Grant
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RELEASE GERAL
O Projeto Rios Voadores dá ênfase à educação em salas de aula, além dos avanços nas pesquisas
A Expedição Rios Voadores, em 2011-2012, conta novamente com o patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental. Nesta segunda fase, foi possível avançar nas pesquisas, com a continuidade das coletas de amostras de vapor de água feitas pelo aviador e ambientalista Gérard Moss, e com as análises realizadas no CENA (Centro de Energia Nuclear na Agricultura/USP – Campus Piracicaba). Deve-se ressaltar, também, a importante e fundamental colaboração da equipe do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) tanto na previsão da ocorrência dos rios voadores, como na produção de mapas especiais para o site do projeto.
O Projeto Rios Voadores não pára por aí. Além de colaborar com a pesquisa científica, o projeto agora tem forte cunho educativo. Um dos principais objetivos é alcançar a população juvenil por meio de oficinas de formação de professores da rede pública sobre o fenômeno dos rios voadores e a importância em nossas vidas. Foram eleitas seis cidades-chave, em estados diferentes, que se beneficiam dos rios voadores: Uberlândia (MG), Ribeirão Preto (SP), Londrina (PR), Chapecó (SC), Cuiabá (MT) e Brasília (DF). Nestas cidades, o Projeto chega às salas de aula por meio de parcerias com autoridades locais, oferecendo materiais didáticos, desenvolvidos especialmente para o Projeto, para treinar e capacitar professores das redes municipais, que ensinam aos alunos sobre o fenômeno dos rios que voam e a influência da floresta amazônica no clima do Brasil e especialmente no regime de chuvas.
A exposição itinerante leva para o público destas seis cidades fotografias, textos sobre a pesquisa, animações digitais que serão transmitidas no local em telas de TV, para explicar como acontece a formação do fenômeno meteorológico. Para chamar a atenção do projeto, a equipe infla o balão usado para as pesquisas na Amazônia, se as condições climáticas permitirem, perto do local da exposição. O balão sobe amarrado por cordas (vôo cativo) e os jornalistas interessados podem participar do passeio para registro de imagens.
Além disso, a parceria com o CPTEC/INPE proporciona para as comunidades das seis cidades escolhidas a oportunidade de acessar em tempo real página exclusiva no site www.riosvoadores.com.br. Uma série de informações estão disponíveis na aba Mapas Meteorológicos, tais como as trajetórias dos rios voadores e o balanço hídrico do Brasil, atualizado diariamente.
Mas afinal, o que são os rios voadores?
A expressão, em primeiro momento, pode soar estranha para quem ainda não conhece o projeto. O termo é usado para descrever um fenômeno real. A Floresta Amazônica libera por dia cerca de 20 trilhões de litros de água para a atmosfera, por meio dos vapores de água (transpiração e evaporação das folhas e do solo). Essa umidade se desloca em massas de ar empurrados pelos ventos, formando os chamados “rios voadores” que exercem uma função muito importante de equilíbrio no meio ambiente, especialmente no clima.
O fenômeno envolve muitos fatores como a chuva sobre a floresta tropical, a evapotranspiração das árvores que lança a umidade de volta para a atmosfera, e um acidente geográfico na forma da cordilheira dos Andes que desvia os ventos rumo ao sul. Esses rios voadores, carregados de vapor de água, passam em cima de nossas cabeças e podem ser responsáveis pelo transporte de mais água, na forma de vapor, do que a vazão do maior rio do mundo, o Amazonas, com 200 mil m3 de água por segundo.
O desmatamento da Amazônia pode comprometer o equilíbrio ambiental no mundo. Para se ter uma ideia da grandiosidade da evapotranspiração que ocorre na floresta Amazônica, a energia solar consumida equivale a 50 mil vezes a da hidrelétrica Itaipu.
Retrospectiva do Projeto Rios Voadores
A bordo de um monomotor Sertanejo fabricado pela Embraer, o aviador e ambientalista Gérard Moss vem acompanhando, desde 2007, as trajetórias dos rios voadores. Antes disso, nos anos 2003 e 2004, ele e a mulher, Margi, realizaram o Projeto Brasil das Águas, a bordo de um avião anfíbio. Na época, transformaram o avião em uma espécie de laboratório de coleta de amostras de água de todas as bacias hidrográficas do Brasil, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. O Projeto Brasil das Águas, com a ajuda de vários cientistas de renome, coordenados pelo Professor José Galizia Tundisi, desenhou um abrangente retrato das condições das águas dos rios, lagos e reservatórios de todo o país.
Em 2006, Gérard participou de um simpósio internacional em Manaus, relatando as experiências vividas no projeto Brasil das Águas. Lá, conheceu o Professor Antonio Donato Nobre e ouviu falar, pela primeira vez, do fenômeno dos rios voadores e da umidade trazida pelos ventos do norte para outras regiões do Brasil. Inspirado por essas conversas com Antonio Nobre, que ajudou a reunir outros cientistas da área, como Enéas Salatti, José Marengo e Reynaldo Luiz Victoria, entre outros, Gérard preparou o projeto Rios Voadores - que virou realidade em 2007, patrocinado pela Petrobras.
Quem é Gérard Moss?
Gérard, piloto privado com cerca de 5 mil horas de vôo, ficou conhecido em todo o Brasil ao acumular a experiência rara de ter pilotado um pequeno avião duas vezes ao redor do mundo, nas condições mais diversas e adversas – feitos que receberam ampla cobertura do programa Fantástico. Apaixonado pela aviação, ele concilia seus voos com a curiosidade técnica de engenheiro, para idealizar projetos ambientais, nos quais, considera um avião muito mais eficaz para realizar certos trabalhos do que uma pessoa em terra. Uma vantagem a mais num país do tamanho do Brasil.
Acesse aqui o release de março de 2009 produzido no final da primeira fase do projeto
Galeria de fotos para escolher imagens para download
Além de fotos das galerias em outras páginas do site, separamos aqui mais algumas imagens. Havendo interesse em usar alguma foto em matérias e artigos sobre o Projeto Rios Voadores, para receber em alta definição, por favor entre em contato com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
Reflexo de um invisível rio voador, o imenso Rio Negro, já imponente um pouco rio abaixo de São Gabriel da Cachoeira. Foto: Margi Moss
Floresta ainda intacta em volta do Rio Xingu, dentro do Parque Indígena do Xingu. Foto: Gérard Moss
A imensidão da planície que hospeda a bacia amazônica faz com que os leitos dos rios traçam belas curvas. Com a pouca declividade, as águas do Rio Juruá não tem pressa. Foto: Margi Moss
Uma bela nuvem cumulo-nimbus descarrega chuva no Alto Araguaia. Foto: Margi Moss
A evapotranspiração em ação. Após a passagem da chuva no oeste do Acre, a floresta logo começa a jogar de volta a umidade à atmosfera, formando pequenas nuvens acima dos dosséis das árvores. Foto: Margi Moss
A aproximação da tempestade na foto é assustadora, mas ela traz a chuva essencial à nossa qualidade de vida. Foto: Tiago Iatesta
Uma bela nuvem de chuva acima da Serra dos Parecis, MT. Foto: Gérard Moss
A estação das chuvas mostrando seu peso no sul de Goiás. Foto: Gérard Moss
Uma típica queimada promovendo desmatamento para a criação de gado na floresta amazônica. Foto Tiago Iatesta.
Queimadas repetitivas nos pastos acabam com qualquer tentativa da floresta se regenerar. O solo se torna cada vez mais pobre, o calor aumenta e o ciclo de evaporação/chuva fornecida pela floresta termina abruptamente. Foto: Tiago Iatesta
É uma cena triste deparar com uma floresta recém posta abaixo pelos correntões dos tratores. Pior, a queimada da madeira e o C02 jogada na atmosfera. Foto: Gérard Moss
O avião monomotor, do tipo Sertanejo fabricado pela Embraer, decola de uma pista no Pará para coletar amostras de vapor de água. Foto: Tiago Iatesta
Prof. Dr. Enéas Salati, que pesquisa há 30 anos o fenómeno do transporte de umidade da Amazônia até outras regiões do Brasil - hoje conhecido como os rios voadores.
O interior do avião mostrando o equipamento utilizado para coletar as amostras de vapor de água. Foto: Tiago Iatesta
Gérard Moss, idealizador do projeto, pilota o avião monomotor para coletar as amostras de vapor de água. Foto: Tiago Iatesta
O vapor de água coletada da atmosfera é condensada ao ser resfriada dentro de um tubinho de vidro que, mais tarde, será encaminhado para análise nos laboratórios do CENA-USP, Piracicaba, SP. Foto: Tiago Iatesta
Uma cena que deve sempre provocar alegria. A água doce caindo do céu, literalmente. Um presente dos deuses. Foto: Gérard Moss